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Loalwa Braz, a voz da
lambada,
faz
show no Rival e aposta
no sucesso do zouk para voltar
a fazer
sucesso no Brasil
Publicada em 23/09/2009 - Rio Show- Online - Por José
Raphael Berrêdo
Qualquer pessoas com mais de 25 anos provavelmente se lembra
do sucesso
da lambada no fim da década de 80, início dos anos 90. Com o
hit "Chorando
se foi", o grupo Kaoma, principal representante do ritmo no
país,
vendeu mais de 25 milhões de discos, conquistou 80 discos de
ouro
e platina e rodou o mundo numa turnê que durou cinco anos. A
banda
acabou em 1998, mas o passado ainda rende bons frutos para a
cantora
Loalwa Braz, que viaja mais de dez países por temporada.
Nesta semana,
quarta e quinta (23 e 24.09), é a vez do Teatro Rival, na
Cinelândia,
receber a artista para recordar o bate-coxa latino,
aproveitando a
onda do zouk, a versão recauchutada da lambada.
- Ninguém contesta que o zouk é a
lambada, com alguns
passos novos - afirma a cantora. - Mas no show mostro também
outras
facetas. Canto salsa, tango, samba...
" Fomos muito roubados pelos produtores do Kaoma. Para a
quantidade
de discos que vendemos, era para sermos milionários".
Loalwa, que é casada há cinco anos com um francês, se divide
entre
Paris, cidade na qual mora desde 1985, e uma fazenda no
Espírito Santo,
para onde pretende, em breve, se mudar de vez para descansar
- ela
prefere não contar o nome da cidade para manter a
privacidade. Carioca
de Jacarepaguá, se formou artisticamente entre o piano
clássico ensinado
pela mãe desde os quatro anos e a orquestra popular da qual o
pai
fazia parte, com direito a Jackson do Pandeiro batucando na
sala de
casa.
Dessa mistura surgiu a cantora e compositora do Kaoma, que
pretende
comemorar as duas décadas da explosão de "Chorando se foi"
com a gravação de um DVD, marcada para outubro, em Vitória.
-
Já fiz turnê com Tina Turner e Janet Jackson, sendo que
éramos (o
Kaoma) o ponto alto dos shows - lembra Loalwa, que vive
confortavelmente
graças à continuidade do trabalho solo. - Fomos muito
roubados pelos
produtores do Kaoma. Para a quantidade de discos que
vendemos, era
para sermos milionários. Se eu não seguisse a carreira, não
teria
a vida que tenho - lamenta.
Os shows no Rival terão participações especiais de Binho
(mestre da
bateria da Beija-Flor e instrumentista do Pique Novo) e da
percussionista
Laísa Sapucaí. Na quinta, é quase certa a presença de
ritmistas da
Grande Rio, escola que teve o samba-enredo deste ano passado
gravado,
em francês, pela cantora.
" Ainda canto nos mesmos tons e danço que nem pipoca, em
cima
de um salto 12. Só não vou contar sobre o dia seguinte "
Para quem tem dúvidas sobre o desempenho de Loalwa nos
palcos, duas
décadas depois do auge da carreira, ela responde:
- Ainda canto nos mesmos tons e danço que nem pipoca, em
cima de um
salto 12. Só não vou contar sobre o dia seguinte - brinca a
cantora,
que cuida da saúde com boas noites de sono e alimentação
regrada.
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